Escultor amplamente reconhecido no Brasil e no exterior, iniciou sua carreira com o avô, com quem aprendeu modelagem para fundição e serviço de forjaria. Estudou entalhe no Senai, modelagem e escultura no Liceu de Artes e Ofícios, em São Paulo. Cursou também artes em geral com os professores Galilei Emendabili e Vicente Larocca, além de muitos outros. Fez cursos de especialização em Artes Plásticas e História da Arte. Em 1957, transferiu-se para o Rio Grande do Sul, onde iniciou suas pesquisas em arte indígena, africana, latina ... Nessa fase, dedicou-se à cerâmica artística e à pintura. Iniciou o curso de Filosofia, na Universidade Católica de Pelotas.
A partir de 1975 dedicou-se exclusivamente à escultura, tornando-se um dos artistas exclusivos do Escritório de Arte - Renato Magalhães Gouvêa. Participou de uma série de exposições coletivas e projetos diversos em São Paulo e em diversas cidades do país, como Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Artes-Paço, no Recife e em Brasília. A partir de 1993, criou uma parceria de sucesso com Claudio Alonso, colecionador e marchand, nos Estados Unidos, o qual o apoiou na inclusão de suas obras em coleções particulares em vários países do mundo, como França, Espanha, Itália, Holanda, Porto Rico, Arábia Saudita e EUA.
Paranaense, chegou ao Embu em 1976. Participou da fundação do Grupo Trapo Humano, onde atuou como ator e fazia parte da organização do festival de MPB Canta Tereza. Trabalhou na Secretaria da Criança como educador e coordenador do equipamento Casa Moradia e Clube da Turma. Como produtor artístico, acompanhou vários artistas musicais. Atualmente trabalha como coordenador de eventos na Secretaria de Cultura de Embu das artes, na qual tem ajudado a realizar diversos eventos.
Artista plástico, designer e arquiteto, Gabriel Borba vive em Embu das Artes desde 1989 e tem participado de comissões oficiais de cultura e exposições. Profissionalmente, se divide entre Embu, São Paulo e Exterior.
Ele recebeu o Prêmio Forma de Desenho Industrial, em 1977; da revista Domus, Magazine of Architecture, Design, Art, Milão, Itália, em 1979, entre muitos outros, como artista e designer. Participou da 10ª Bienal de Paris (1979) e 16ª Bienal de São Paulo (1981) e tem obras no MAC USP, Itaú Cultural e MAM, na capital paulista; MOMA, Nova York, EUA, e Centre Pompidou, Paris, França.
Seu trabalho, de artes plásticas, videoarte, filmes, tem sido visto em mostras históricas. Uma delas, a itinerante a partir do Rio de Janeiro, Filmes de Artistas: Brasil 1965/1980, em 2007. Outros trabalhos: Video Arte Brasil, Os Pioneiros, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 1994; Situações, Arte Brasileira anos 70 , Casa França-Brasil, Rio de Janeiro, 2000; 5° Festival de Cinema Brasileiro em Paris, França, 2003.
Neste ano de 2010, Gabriel Borba foi convidado pelo Xcèntric, do Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (CCCB), Espanha, para integrar, com um de seus trabalhos, o ciclo retrospectivo de cinema que propõe diálogo entre os filmes mais relevantes do cinema experimental da Espanha e da América Latina, com turnê internacional, de quatro anos, a iniciar-se pelo Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, de Madri, Espanha; passando por Tate Modern, de Londres, Inglaterra, e a National Gallery of Art, de Washington, Estados Unidos.
Em 1984, ele atuou como diretor da Divisão de Artes Plásticas do Centro Cultural São Paulo. Depois disto, trabalhou como consultor da Empresa Metropolitana de Planejamento (Emplas), onde participou da coordenação do Plano Diretor para a Recuperação da Vila Histórica de Paranapiacaba, SP.
Jair Alves dos Santos ou simplesmente "Gaíga", paulista, nasceu em 1961. Vem se destacando como um dos novos nomes das artes plásticas no Brasil, um dos fundadores do grupo Trapo Humano, na Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Álvares Penteado (FAAP). Orientado por Nelson Leiner, Gaíga passou a aprimorar seu processo criativo e a escolher o caminho da pintura abstrata em lugar do figurativismo. Jair usa as cores de forma a possibilitar intensa vibração cromática, impressionando o observador também por seu traço gestual.
Para Nelson Leiner, "Jair Gaíga pinta vibrações informais evocações de uma dimensão interior subjetiva, revelada na cor, no ritmo e na densidade. A sensibilidade construída", afirma o mestre. Essa é a viagem permanente de Gaíga no universo estético da arte contemporânea
O português, de Aldeia Nova, Beira Alta, José Figueiredo Pires Cardoso chegou ao Brasil em 1961, com 13 anos de idade. Em 1970 fez o seu primeiro contato com a cidade, ao participar do 8º Salão de Artes Plásticas de Embu, no qual foi o segundo colocado na premiação. Frequentou as faculdades de Física e Matemática e tornou-se professor enquanto dava continuidade às suas atividades artísticas, produzindo e participando de eventos, como o 3º Salão Paulista de Arte Contemporânea, Masp, SP, Bienal Brasil Plástica, 1972, e Bienal São Paulo, 1974. Em seguida, participou de diversas coletivas em cidades do Estado de São Paulo.
Ainda atuando como professor, ele estuda modelagem e fundição com o escultor Gildo Zampol. E inicia preparativos técnicos e as pesquisas de campo para a construção da obra Os Orixás do Candomblé, trabalho que durou cinco anos e levou-o a abandonar o magistério, depois de concluir o curso de Matemática, para dedicar-se à construção dos orixás. A exposição Orixás do Candomblé foi realizada em 1979 no Jockey Club de São Paulo, em praça pública de Embu e no Rio Sheraton Hotel, no Rio de Janeiro.
Entre os prêmios que recebeu está a medalha de ouro do Salão Alberto Santos Dumont, Museu da Aeronáutica, e o título Personalidade Artística do Ano, conferido pela Associação Interamericana de Imprensa (AII).
Foram significativas as suas participações na Exposição Coletiva no Museu da Casa Brasileira, no Salão Pablo Picasso, e muitas outras, antes e depois de instalar o seu atelier em Embu, cidade em que com outros artistas fundou o I Mural de Embu, movimento este que culmina com a fundação do Movimento dos Artistas Intelectuais e Simpatizantes do Embu – Mais Embu, do qual foi presidente fundador e vice-presidente, por quatro mandatos.
Suas participações em salões também são expressivas, com destaque para o 20º Salão de Artes Plásticas de Embu, como convidado especial, e do 47° Salão Paulista de Belas Artes, onde obteve medalha de bronze, 1985.
Nascido em São Paulo em 1953, Paulo Dud tem se dedicado às artes há mais de 30 anos. Desenvolveu sua habilidade artística através de vários cursos, como produção visual gráfica, desenho no Liceu de Artes e Ofícios, pintura na Funarte, entre outros. Desde 1983, participou de inúmeras exposições individuais e coletivas no Brasil, onde foi premiado em diversos salões de arte, e tem quadros em coleções no exterior. Tem atuado como curador, exercendo essa atividade em exposições realizadas pela Secretaria de Cultura de Embu das Artes, como Nikkei Arte e Craft, Exposição João Cândido e a Família Silva, Exposição Mulheres de Todas as Artes, em 2010, e Exposição Nossa Arte Negra, em 2009.
"O meu trabalho pode ser classificado como abstrato-geométrico e tem suas raízes no neoconstrutivismo alemão da escola Bauhaus que modificou os conceitos da arte moderna e da arquitetura, produzindo obras que tinham como fundamento a geometria e a matemática; procuro somar os conceitos da Bauhaus à optical arte e através dessa reconstrução expressar um universo simbólico próprio de formas e cores que produzem belos efeitos de ilusão ótica", informa o artista.
O secretário municipal de Cultura Paulo Oliveira atuou na formação de grêmios estudantis, é servidor público estadual e foi supervisor da Febem. Iniciou sua atuação social e política em Embu no fim dos anos 1970, participando das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e de iniciativas culturais. Foi secretário de Cidadania e Assistência Social em 2003 e dirigiu a Divisão de Transporte e Tráfego Urbano (Divtran) em 2005. Em 2007, foi secretário-adjunto de governo. À frente da Secretaria de Cultura vem realizando diversas atividades, com inovações que contribuem para desenvolver a vida cultural na cidade.
A paulistana Raquel Gallena encontra no estilo naif a linguagem ideal para sua expressão artística. Em seus trabalhos ela cria, sutilmente, um céu cor de laranja, com arco-íris, encantados por revoadas de pássaros, campos verdes enriquecidos por vegetações tropicais, a chuva de flores que passa brincando pelas nuvens habitadas num mundo de faz-de-conta, que sonham com manhãs cor-de-rosa. Noites alegremente coloridas sob a luz de muitas luas floridas.
A artista, com trabalhos em acervos em várias partes do mundo, incluindo o Museu Buenos Aires, na capital argentina, e Museu Hino, na cidade do mesmo nome no Japão. Em São Paulo tem obras nos museus Histórico e Folclórico de Embu e no de Artes Primitivas de Assis.
Filha do poeta e artista plástico Solano Trindade, Raquel Trindade é pintora primitivista e fundou o Teatro Popular Solano Trindade no Embu em 1974, com a preocupação de preservar a Cultura Popular e a Cultura Negra brasileiras. O Teatro tem um trabalho voltado para as danças afro-brasileiras como maracatu, coco, jongo mineiro, fluminense e da serrinha, samba de roda, samba lenço rural paulista, bumba-meu-boi, cafezal de Pernambuco, cafezal de São Paulo, lundu colonial e o movimento de dança dos orixás. À frente dele, Raquel tem contribuído sensivelmente para o desenvolvimento cultural da cidade.
Além de artista plástica, com obras em diversos acervos e realizações de várias exposições, Raquel também é autora do livro Embu, Aldeia de M'Boy, editora Nova América, que fala da colonização na região de Embu.
Renato Gonda é artista plástico, poeta com livros editados e premiados, professor universitário. Foi secretário de Turismo de Embu das Artes e é presidente do Conselho Municipal de Cultura. Com o artista plástico Gerson Correra, parceria de mais de 20 anos, tem assinado coletivamente seus trabalhos. Essas obras em conjunto, que podem ser encontradas em diversos acervos particulares e oficiais, vão do micro ao macro - desde pequenas peças em série (para brindes e presentes empresariais) até esculturas monumentais de vários metros (para residências e áreas públicas). A arte está no tridimensional e nas pinturas; o design passeia por mesas, tapetes, objetos...
"Artista plástica pela necessidade de expressar o belo, escolhi a estética das linhas e cores para praticar a arte e fazer dela a minha respiração. A pintura é a busca da conexão comigo mesma, do meu equilíbrio interior e com as forças positivas do universo. É a minha forma de oferecer ao outro beleza e suavidade", diz Rita de Biaggio.
Jornalista por formação e prática em jornais como Folha de S. Paulo, O Estado de S.Paulo, Jornal da Tarde, Revista Isto É, Revista Ao Mestre com Carinho, também trabalhou como assessora de comunicação e imprensa na Central Única dos Trabalhadores, no Sindicato dos Professores Estaduais (Apeoesp), na Prefeitura de Itapecerica da Serra e na Secretaria Municipal de Educação do Município de São Paulo, durante a gestão da prefeita Marta Suplicy, além de atuar desde 2004 na Prefeitura da Estância Turística de Embu, na Assessoria de Comunicação, como jornalista e diretora do setor, e na Secretaria de Turismo, como coordenadora de projetos. Atua, ainda, como repórter e editora free lancer para várias publicações, como a Revista Criança, do Ministério da Educação.
Antônia Aparecida Gonzaga é embuense e iniciou sua carreira artística com o mestre Sakai (um dos mais importantes terracotistas do país, que nasceu no Japão e viveu em de Embu) ainda criança, tornando sua discípula. Hoje, ela coordena o Memorial Sakai com oficina de terracota (material feito de argila cozida e de cor castanha ou avermelhada) e muitos alunos. Tônia colabora para a preservação dessa técnica e formação de novos artistas na escola gratuita do museu mantida pela Prefeitura de Embu. Sua carreira inclui no entanto muitas outras atividades, seja em produção e exposições, seja nas suas participação em outros eventos artísticos.
Tônia do Embu estudou escultura, desenho e cerâmica na Faculdade de Belas Artes, na Escola de Dessin D' Art de la Ville e no Centro Cultural de Petit-Colombes, em Paris, França, de 1974 a 1977, país em que também ministrou cursos de cerâmica em diversas instituições. Tem obras nos acervos Le Collezioni del Associazone Italiana Amici del Presepio, Roma, Vaticano, Itália, na Pinacoteca do Estado e no Museu Histórico, Folclórico e Artístico do Embu, Museu da Yakut, em Tóquio, Japão.
Ministrou diversos cursos em Embu e outras cidades, incluindo o Curso de Revitalização de Escultura em Terracota e Cerâmica Artística, em Santa Fé do Sul, SP, e fez a implantação de proijeto de cerâmica em outras, como Taboão da Serra, SP, Padre Paraíso, MG, além de desenvolver o projeto Mãos Artesãs nas escolas municipais, convênio entre o Instituto Tomie Ohtake e a Secretaria de Educação de Embu. Também ensinou a sua arte no exterior, em cursos de Escultura e Cerâmica na Escola de Reeducação para Especiais Louis Wallon, Paris, na Escola de Maison Des Jeunes et de la Culture Gérard Philipe, Ville de Noisy le Sec, Paris, e de escultura no Atelier de L'Herbe Rouge, Paris, no fim dos anos 70. A participação da artista vem sendo constante em exposições e salões no Brasil e exterior.
O mineiro Wanderley Ciuffi mantém estúdio no centro de Embu das Artes e tem participado ativamente da vida cultural e artística da cidade. Participou de diversas exposições individuais, em Embu, São Paulo e Lisboa, Portugal, e um grande número de mostras coletivas, desde a primeira exposição 1963. Tem atuado ativamente na área cultural e artística de Embu, ao mesmo tempo em que vem fazendo trabalhos em televisão e também na área de publicações. Muitas de suas obras estão em acervos de museus, instituições e galerias no Brasil e exterior, incluindo Museu de Arte Carlos Ayres de Itapetininga, SP; Pinacoteca Municipal de Guararapes, SP; Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, Portugal; Galeria Tempo, Lisboa, Portugal; Hotel Meridien, Lisboa, Portugal; Tapia Art Gallery, Inc., Sausalito, CA, EUA.Também faz parte do acervo digital Instituto Cultural Itaú (av. Paulista), SP.
Ele é autor de ilustração para o livro Solano Trindade, o Poeta do Povo, e nesse setor produziu ainda para a Revista Casa Claudia, Viver Bem – Edição de 13º aniversário (Arquitetura e Decoração), Revista Bom Astral – Edição especial Embu das Artes. Na televisão, 1990, 91 e 92, fez comerciais e participou de vários programas, também para emissora portuguesa. Tem murais no Restaurante do Hotel Urupema em São José dos Campos, SP, e Mural Público na fachada da sede do PDT, no Jardim Vazame, em Embu, SP.
Pintor expressionista, Wanderley Ciuffi tem obras que retratam diversos temas em cores vibrantes, como questões ambientais, o amor, a liberdade da mulher, a dança e a música. "É como se as tintas dançassem, com a magia da cor e do sentimento que se afirmam no quadro", diz Ciuffi.
O artista plástico prepara duas obras para instalar na cidade: um painel para o Centro Cultural Valdelice Medeiros Prass e uma escultura para a Praça do Jardim São Marcos em afrescos, trabalho que será realizado em conjunto com a equipe de Saúde Mental da Secretaria de Saúde e fará referência à luta manicomial. "Será um prazer ter minhas obras na periferia da cidade, pois no centro representa projeção, mas nos bairros interessa verdadeiramente pela diferença que faz na cultura popular."